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Teste ADAC outono 2026: resultados das cadeiras auto

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Equipa ACS
20 de outubro, 2026
Teste ADAC outono 2026: resultados das cadeiras auto

A ADAC publicou a 20 de outubro de 2026 os resultados do teste de outono às cadeiras auto, feito em conjunto com o ÖAMTC, o TCS e a Stiftung Warentest. Foram testadas 16 cadeiras e 2 chumbaram. Na segurança, 9 tiveram "bom", 4 "satisfatório", 1 "suficiente" e 2 "insuficiente"; nenhuma chegou a "muito bom". Neste artigo explicamos os resultados por tipo de cadeira, o que significam para quem está a escolher e onde falta transparência nos dados publicados.

Como ler as notas da ADAC

A ADAC usa a escala das escolas alemãs, onde a nota mais baixa é a melhor: de 0,5 a 1,5 é "muito bom", de 1,6 a 2,5 é "bom", de 2,6 a 3,5 é "satisfatório", de 3,6 a 4,5 é "suficiente" e de 4,6 a 5,5 é "insuficiente".

Cada cadeira recebe duas notas. A nota de segurança resume os choques frontal e lateral e a estabilidade da cadeira no carro. A nota geral junta a segurança com a facilidade de uso, a ergonomia e as substâncias nocivas. Para saber se uma cadeira protege a criança, a nota que interessa é a de segurança, e o que pesa na decisão é o resultado em palavras: entre 2,0 e 2,2, por exemplo, a diferença é pequena e as duas são "bom".

Atenção às comparações com testes anteriores

A ADAC diz que usa agora um método mais exigente e que os resultados anteriores não são diretamente comparáveis com os atuais, mas não explica claramente o que mudou nem o que passou a ser medido. Muitos pais comparam a cadeira que querem comprar com resultados de anos anteriores, por isso a ACS considera importante avisar e regista esta falta de clareza.

Para a ACS, a ADAC é um teste entre vários e funciona como complemento. A primeira referência é o Plus Test sueco, que mede as cargas no pescoço da criança num choque frontal, e uma boa nota da ADAC não torna segura qualquer forma de usar a cadeira.

Resultados do teste ADAC de outono de 2026

CadeiraAlturaSegurançaNota geral
Ovos
Cybex Cloud G3 (sem base)40 a 87 cmbom (2,0)2,3
Maxi-Cosi Coral Slide Pro + FamilyFix Slide Pro40 a 87 cmbom (2,1)2,1
Cybex Cloud G3 + Base G340 a 87 cmbom (2,2)2,2
Joie i-Gemm 3 + i-Base Encore40 a 85 cmbom (2,2)2,2
Joie i-Gemm 3 (sem base)40 a 85 cmbom (2,3)2,6
Maxi-Cosi Coral Slide Pro (sem base)40 a 87 cmbom (2,4)3,0
Britax Römer Baby-Safe Pro (sem base)40 a 85 cmsatisfatório (3,2)3,1
Britax Römer Baby-Safe Pro + Vario Base 5Z40 a 85 cminsuficiente (5,5)5,5
Cadeiras para bebés e crianças pequenas
Maxi-Cosi MobiFix Pro61 a 125 cmbom (2,0)2,5
Recaro Toron 140 a 105 cmbom (2,1)2,3
Avova Alera X161 a 105 cmbom (2,5)2,8
Cybex Sirona G3 + Base G361 a 105 cmsatisfatório (2,6)2,5
Avionaut Aerofix Smart + IQ Orbit61 a 105 cmsatisfatório (3,2)3,8
Axkid Minikid Core40 a 125 cminsuficiente (4,9)5,5
Bancos elevatórios com costas
Lionelo Neal i-Size100 a 150 cmsatisfatório (3,3)3,5
Joie i-Provo100 a 150 cmsuficiente (4,5)3,6

Cada nome abre a ficha da cadeira no simulador, com as alturas, os pesos e a forma de instalação. As notas são as publicadas pela ADAC e pelo ÖAMTC.

Ovos (40 a 87 cm)

Na segurança, os seis ovos da Cybex, da Joie e da Maxi-Cosi tiveram todos "bom", com e sem base: o Cybex Cloud G3, o Joie i-Gemm 3 e o Maxi-Cosi Coral Slide Pro.

O resultado mais grave do teste foi também num ovo. O Britax Römer Baby-Safe Pro teve "satisfatório" sem base e chumbou com "insuficiente" quando instalado na Vario Base 5Z. No choque frontal, com o ovo na posição deitada, a fivela do arnês abriu-se e o boneco saiu do ovo. O mesmo ovo com resultados tão diferentes mostra que a combinação concreta de ovo e base conta.

A Britax Römer anunciou uma recolha voluntária dos ovos Baby-Safe Pro fabricados entre 26 de dezembro de 2025 e 30 de setembro de 2026; a data está na etiqueta por baixo do ovo. A ADAC aconselha a quem já tem um destes ovos usá-lo só na posição sentada, ou sem a base, preso com o cinto de 3 pontos.

Quem tem um ovo Coral Slide Pro com base deve também confirmar a etiqueta da base. Em maio de 2026, a Maxi-Cosi chamou as bases FamilyFix Slide Pro com a referência 8065057110 fabricadas entre 6 de setembro de 2025 e 24 de março de 2026, porque o indicador pode mostrar o ovo bem encaixado quando ainda não está.

Cadeiras para bebés e crianças pequenas (até 105 a 125 cm)

Tiveram "bom" na segurança a Maxi-Cosi MobiFix Pro, a Recaro Toron 1 e a Avova Alera X1. Tiveram "satisfatório" a Cybex Sirona G3 com a Base G3 e a Avionaut Aerofix Smart com a IQ Orbit.

A Maxi-Cosi MobiFix Pro merece destaque: foi a única cadeira com "bom" na segurança que permite viajar em contramarcha até aos 125 cm, cerca dos 6 anos, e tem também o selo do Plus Test sueco. A Recaro Toron 1 usa-se desde o nascimento e roda 360°. A Aerofix Smart perdeu pontos na nota geral por poluentes ambientais detetados no tecido de revestimento (explicamos abaixo o que isto significa); atenção a não a confundir com a Aerofix RWF, que só se usa em contramarcha e é aprovada no Plus Test.

A Axkid Minikid Core chumbou com "insuficiente". No choque frontal, com a cadeira reclinada e um boneco de 23 kg, a perna de apoio recolheu por completo, a concha partiu junto à fivela e a fivela soltou-se.

A ADAC escreve que a Axkid suspendeu as vendas. Segundo a informação da ACS, a Minikid Core está esgotada desde agosto, e as cadeiras vendidas em setembro e outubro já recebem a nova versão. Quem tem uma pode trocá-la, sem custos, por uma Minikid 4 Pro. Mais detalhes no artigo sobre a Axkid Minikid Core.

Contramarcha até ao limite da cadeira

A posição da ACS é simples: a criança viaja em contramarcha até ao limite da cadeira, 105 cm nas cadeiras i-Size mais comuns e 125 cm nas cadeiras de contramarcha alargada, como a MobiFix Pro. Quanto mais tempo, melhor. Num choque frontal, as costas da cadeira amparam a cabeça, o pescoço e as costas da criança ao mesmo tempo, e o pescoço de uma criança pequena ainda não aguenta o peso da cabeça a ser projetada para a frente.

Cuidado com as cadeiras que também viram para a frente

Várias cadeiras deste teste, como a Recaro Toron 1, a Cybex Sirona G3, a Avova Alera X1 e a Avionaut Aerofix Smart, estão aprovadas para virar para a frente a partir dos 76 cm (cerca dos 15 meses), com a criança presa pelo arnês da cadeira. A homologação permite-o, e por isso estas cadeiras são vendidas como seguras nos dois sentidos.

A ACS desaconselha esta utilização. O arnês usa-se só em contramarcha. Virada para a frente com arnês, num choque frontal o arnês segura o tronco e a cabeça é projetada para a frente, e as forças concentram-se no pescoço da criança. Estas cadeiras são boas escolhas quando usadas sempre em contramarcha, até aos 105 cm.

A favor da marcha, a ACS considera seguro apenas o cinto de segurança do carro, num banco elevatório com costas de 100 a 150 cm, quando a criança já passou o limite da cadeira de contramarcha.

Bancos elevatórios com costas (100 a 150 cm)

O Lionelo Neal i-Size teve "satisfatório" na segurança. O Joie i-Provo teve "suficiente", pelo resultado no choque lateral: a cabeça do boneco saiu da zona de proteção e bateu na porta.

Os bancos elevatórios com costas são o tipo de cadeira que a ACS recomenda para viajar a favor da marcha, porque a criança vai presa com o cinto do carro. Por isso vale a pena escolhê-los também pela nota de segurança, sobretudo no choque lateral.

Substâncias nocivas: detetado e carga elevada são coisas diferentes

Algumas cadeiras deste teste perderam pontos na nota geral por substâncias encontradas no tecido. Convém distinguir duas situações. Detetado quer dizer que o laboratório encontrou a substância na amostra analisada. Carga ou concentração elevada quer dizer que a quantidade medida passa um valor de referência. Para os pais avaliarem o risco real, é preciso saber que substância é e em que concentração.

  • Axkid Minikid Core: no artigo do teste, a ADAC escreve que foram detetados retardadores de chama no tecido da cadeira, na versão Arctic Mist Grey, a cor que analisou. Na página da cadeira, fala em carga de poluentes elevada e dá 5,5 em poluentes. Em nenhum dos dois sítios diz que substâncias são, como as mediu nem em que concentração.
  • Avionaut Aerofix Smart: o ÖAMTC diz ter detetado poluentes ambientais no tecido de revestimento, a categoria em que a ADAC avalia os PFAS. Não indica a substância nem a quantidade.
  • Lionelo Neal i-Size: a ADAC fala em valores elevados de substâncias nocivas no tecido de revestimento, sem dizer que substâncias nem que valores.

A ADAC não divulga que substâncias encontrou, como as mediu nem em que concentração, e usa "detetado" num sítio e "carga elevada" noutro. Perante esta falta de transparência, a ACS vai investigar o tema de forma adequada, junto da ADAC e das marcas. Atualizaremos este artigo com o que apurarmos.

Cadeiras compradas online, a vendedores de fora da Europa

Num crash test adicional, a ADAC testou ainda 3 cadeiras compradas em plataformas online, a vendedores de fora da Europa: nas lojas online Verodie e Wecro e no AliExpress. Nenhuma passou. Duas nem tinham a homologação europeia R129; a terceira, um ovo, tinha.

A ADAC diz onde as comprou, mas não diz que modelos eram. Mais uma vez, não percebemos porque é que a ADAC não revela que cadeiras testou: sem os modelos, nenhum pai consegue verificar se tem uma destas cadeiras em casa. O aviso continua útil: cadeiras baratas compradas fora da Europa podem nem estar homologadas. Na compra, confirme a etiqueta de homologação R129 na cadeira e prefira lojas especializadas.

O que a ACS recomenda

  • Dê prioridade às cadeiras aprovadas no Plus Test, o teste sueco que mede as cargas no pescoço da criança num choque frontal. A nota da ADAC é um complemento.
  • Escolha pelo tempo que a cadeira permite em contramarcha e mantenha a criança virada para trás até ao limite da cadeira, 105 ou 125 cm.
  • Nas cadeiras que também viram para a frente, use sempre a posição de contramarcha. O arnês usa-se só em contramarcha.
  • A favor da marcha, só com o cinto do carro, num banco elevatório com costas de 100 a 150 cm.
  • Nos resultados da ADAC, olhe para a nota de segurança e para o resultado em palavras: a nota geral mistura segurança com conforto, manuseamento e substâncias nocivas.
  • Compare só cadeiras do mesmo teste ou de testes com o mesmo método.
  • Confirme a compatibilidade com o seu carro antes de comprar, sobretudo nas cadeiras com perna de apoio e nas que só instalam com Isofix.
  • Se já tem uma das cadeiras chamadas pela marca, verifique a etiqueta e siga as instruções da recolha.

Pode comparar estas e mais de 300 cadeiras no simulador da ACS, filtrando por idade, altura, tipo de cadeira, Plus Test e nota ADAC. Os resultados dos testes anteriores estão na página de testes ADAC, com o cuidado nas comparações que explicamos acima, e o nosso guia da contramarcha explica porque vale a pena mantê-la o mais tempo possível.

Perguntas frequentes

Que cadeiras tiveram melhor resultado de segurança no teste ADAC de outono de 2026?

Nenhuma teve "muito bom". Nove tiveram "bom": os ovos Cybex Cloud G3, Joie i-Gemm 3 e Maxi-Cosi Coral Slide Pro, com e sem base, e as cadeiras Maxi-Cosi MobiFix Pro, Recaro Toron 1 e Avova Alera X1.

Que cadeiras chumbaram no teste ADAC de outono de 2026?

O ovo Britax Römer Baby-Safe Pro com a Vario Base 5Z, que tem uma recolha voluntária, e a Axkid Minikid Core, que pode ser trocada sem custos por uma Minikid 4 Pro. A ADAC testou ainda 3 cadeiras compradas online a vendedores de fora da Europa, e nenhuma passou.

Até quando deve a criança viajar em contramarcha?

O mais tempo possível, até ao limite da cadeira: 105 cm nas cadeiras i-Size mais comuns e 125 cm nas cadeiras de contramarcha alargada. Depois disso, a favor da marcha, a criança deve ir presa com o cinto do carro num banco elevatório com costas de 100 a 150 cm.

As cadeiras rotativas que viram para a frente são seguras?

São boas cadeiras quando usadas em contramarcha. A ACS desaconselha virá-las para a frente com o arnês, mesmo quando a homologação o permite a partir dos 76 cm.

Posso comparar estes resultados com os de testes ADAC anteriores?

Com cuidado. A ADAC diz que usa agora um método mais exigente e que os resultados anteriores não são diretamente comparáveis, mas não explica claramente o que mudou. O mais seguro é comparar cadeiras do mesmo teste.

Se a ADAC detetou substâncias nocivas numa cadeira, a concentração é elevada?

Detetar quer dizer que a substância foi encontrada na amostra. A ADAC não publica as substâncias nem as concentrações medidas, por isso fica por saber qual é o risco real. A ACS vai investigar e atualizar este artigo.

Uma nota ADAC mais baixa é melhor?

Sim. A ADAC usa a escala escolar alemã, em que 0,5 é a melhor nota e 5,5 a pior.

Qual é a diferença entre o teste ADAC e o Plus Test?

A ADAC avalia a segurança, o uso, a ergonomia e as substâncias nocivas, e dá uma nota de 0,5 a 5,5. O Plus Test é um teste sueco de aprovação, focado nas cargas no pescoço da criança num choque frontal, que só cadeiras em contramarcha conseguem passar.

Fontes: ADAC, "Kindersitztest Herbst 2026" (20/10/2026); ADAC, página da Axkid Minikid Core; ADAC, "Vorsicht vor Kindersitzen von Onlineplattformen" (20/10/2026); ÖAMTC, "Kindersitztest 2026 Herbst"; informação da ACS sobre o stock da Axkid Minikid Core; Nursery Today, recolha das bases Maxi-Cosi FamilyFix Slide Pro (29/05/2026). Dados © ADAC. Última verificação: 20 de outubro de 2026.